27 de abr de 2010

CONEG: Reforma política

Na mesa de Reforma política, democracia e protagonismo popular do CONEG, no dia 25, o caloroso debate teve participação de:

José Eduardo Dutra, Presidente do Partido dos Trabalhadores (PT);
Walter Sorrentino, representante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB);
Brizola Neto, representante do Partido Democrático Trabalhista (PDT);
Sérgio Torres, direção nacional do Partido Pátria Livre (PPL) ; e
Vitor Madeira, do comitê central do Partido Comunista Revolucionário (PCR).

Matéria de Débora Almeida, do Rio de Janeiro:


O tema "Reforma Política, Democracia e Protagonismo Popular" esquentou os ânimos das lideranças estudantis presentes no debate de sábado, dia 24. No auditório lotado, os representantes universitários ouviram as contribuições dos dirigentes do PT, PcdoB, PDT, PCR e PPL sobre a necessidade de mudanças no sistema eleitoral do país.


O tom das intervenções e a intensa participação dos estudantes provaram que a polêmica em torno da UNE apoiar uma candidatura causaria ebulições na plenária final do CONEG. Coros de apoio a Dilma Roussef e exaltando a união do Movimento Estudantil ecoaram no plenário em muitos momentos do debate.


O deputado federal e representante do PDT, Brizola Neto, abriu os trabalhos lembrando que um dos desafios para se fazer uma reforma no sistema eleitoral do país é a interferência dos conglomerados midiáticos no debate político. Ele ressaltou que seu avô, Leonel Brizola, já travava a luta com a imprensa há décadas. Para Brizola Neto, só o investimento em educação possibilitará a formação de cidadãos críticos. “É preciso fazer um SUS da educação”, sugeriu.


Depois de traçar um breve histórico da conjuntura política do país, o membro do cômite central do Partido Comunista Revolucionário (PCR), Victor Madeira, não se ateve a questões paliativas. Ele hasteou a bandeira do socialismo na defesa de uma reforma política.


Um ponto abordado pelo secretário nacional de organização do PCdoB, Walter Sorrentino, foi a necessidade de construção de uma reforma política democrática. Dirigente de um partido que viveu 50 de seus 80 anos na ilegalidade, Sorretino afirmou que a democracia se aprofundou no governo Lula. “O nosso desafio é construir um pluripartidalismo democrático. Precisamos construir um sistema que incorpore todos os partidos, inclusive as minorias. Cláusula de barreira é anti-democratica. Se existisse, o povo brasileiro não teria eleito um presidente do PT. Porque o PT já foi pequeno um dia”, afirmo ele, que defendeu também o financiamento público de campanha.


O membro da direção nacional do Partido Pátria Livre (PPL), Irapuan Santos, acredita que o processo eleitoral é fruto de uma correlação de forças e que precisamos forjar essa correlação em 2010. Irapuan disse que o financiamento público das campanhas evitaria as cobranças dos 'patrocinadores' depois das eleições. Para ele, a corrupção é inerente ao capitalismo.


Foi enaltecendo a história de lutas da UNE que o presidente do PT, José Eduardo Dutra, encontrou argumentos para se posicionar sobre a maior polêmica do CONEG. “Não há uma luta por democracia na história deste país sem a bandeira da UNE. Eu perdi o poder de voto há 30 anos, mas, conhecendo sua história, acredito que a entidade deveria se manter plural”

Com dois exemplos práticos, Dutra contou que Dilma Roussef começou a enfrentar a cobertura imparcial da mídia antes de se tornar candidata. Além da democratização da mídia, o presidente do PT apontou que a pressão externa é crucial para a construção de uma reforma política.


A presidente da UEE-AM, Maria das Neves, e o secretário geral da UNE, Antônio Silva, mediaram o debate. Os estudantes deixaram o auditório sob o coro A UNE somos nós, nossa força e nossa voz”, um grito histórico da entidade.


Fotos, por Anne Galvão:


Vitor Madeira reivindica o socilismo


Vitor Madeira, do comitê central do Partido Comunista Revolucionário (PCR)


Walter Sorrentino, representante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)


Debate sobre a reforma política no Brasil


Brizola Neto, representante do Partido Democrático Trabalhista (PDT)


José Eduardo Dutra, Presidente do Partido dos Trabalhadores (PT)


Sérgio Torres, direção nacional do Partido Pátria Livre (PPL)

Estudantes concentrados no debate

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